O vôo para Madrid terminou saindo as 23:15h, fazendo com que chegássemos à capital espanhola as 13:40h do dia 09/05, horário local (diferença de +5 horas em relação ao Brasil), após nove horas e vinte e cinco minutos de uma cansativa viagem.
Nunca havia viajado em um AIRBUS 320, fiquei impressionado com a quantidade de passageiros, pois o vôo estava praticamente lotado. Inobstante a lotação, o serviço de bordo foi atencioso e ágil, compensando em parte o incômodo da longa duração.
A chegada ao aeroporto de BARAJAS representou uma agradável surpresa. Trata-se de um terminal impressionante, tanto pelo tamanho como pela beleza de sua arquitetura, os amplos e bem iluminados espaços, as escadas e esteiras rolantes, e até um metrô exclusivo, que realiza o transporte, rápido e eficiente entre os terminais. Um belo exemplo de infra-estrutura de primeiro mundo.
A passagem pela Imigração foi tranquila, o agente nem olhou para mim, limitou-se a carimbar o passaporte e mandar-me “adelante”; logo eu que estava com tudo arrumado com o maior cuidado: passagem de volta, reserva em hotéis, seguro saúde, credencial do peregrino, etc.; confesso que fiquei frustrado.
Tive que aguardar até as 16:20h para embarcar na última conexão, até Pamplona, mas o tempo passou rápido, pois tive uma certa dificuldade para encontrar o portão de embarque, uma vez que a indicação inicial foi alterada, implicando inclusive na mudança de terminal; menos mal que o tal metrô funciona que é uma beleza e toda a estrutura é muito bem sinalizada. No avião para Pamplona ocupei um assento junto a janela e pude fazer várias fotos aéreas do trajeto.
A paisagem é admirável, belíssima, toda recortada por campos e algumas elevações, chamando a atenção o fato de praticamente não existirem espaços sem uso; tem-se a impressão que cada centímetro é aproveitado para a agricultura ou ocupado por povoações. Chamou-me a atenção também a intensa utilização da energia eólica na Província de Navarra, que tem Pamplona como capital; avista-se do alto inúmeros parques de cata-ventos, mostrando o desenvolvimento e aproveitamento desta forma ecológica de geração de energia elétrica.
Mas não poderia faltar emoção!!!
E esta se apresentou na forma do não aparecimento das bagagens na chegada a Pamplona!! Fiz o registro de reclamação no atendimento da Iberia no aeroporto, onde constatei que o contratempo não havia ocorrido só comigo.
Que fazer? Esperar, não havia outra opção. Peguei um táxi e fui para o hotel Husa Noain, bem pertinho do aeroporto. Por volta das 21:00h recebi a boa notícia da chegada da bike, entregue sã e salva pela Companhia na portaria do hotel, menos mal, mas o segundo volume, onde encontram-se os alforjes, todas as roupas e demais acessórios ainda não chegaram até este momento (00:53h do dia 10/05). Estou rezando para que chegue durante a madrugada, para que possa iniciar a pedalada pela manhã!!!
Aguardem o próximo capítulo...
terça-feira, 10 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
CHEGOU O DIA!!!
Finalmente chegou o dia, sai de Santa Maria as 06:00h; foi uma viagem tranquila, estrada com pouco trânsito, tanto que cheguei no aeroporto Salgado filho as 09:50h, isto depois de o ônibus ter deixado os outros passageiros na rodoviária de Porto Alegre. Entrei imediatamente na fila, já bastante longa, para fazer o check-in do primeiro trecho aéreo da viagem, Porto Alegre / Rio de Janeiro, pela TAM.
Despachei a bike e os alforjes direto para o destino final, Pamplona.
A partida, prevista inicialmente para as 12:47h, terminou saindo as 13:50h; cheguei ao aeroporto do Galeão (oficialmente “Maestro Antônio Carlos Jobim”) as 15:30h.
Fui direto para o Terminal 1 (vôos internacionais), caminhei mais ou menos 1Km dentro do aeroporto, até encontrar o guichê da Iberia, o último do terminal. Mais um fila considerável e, o pior, os guichês estavam completamente vazios, ninguém para dar uma mísera informação.
No zumzumzum dos passageiros fiquei sabendo que os atendentes só apareceriam as 17:00h, o que terminou acontecendo.
A decisão de despachar a bagagem para Pamplona já em Porto Alegre mostrou-se providencial, pois havia um guichê para atendimento dos passageiros “sem bagagem”, com uma fila infinitamente menor que os outros.
O problema é que o vôo, previsto inicialmente para partir as 19:20h, foi reprogramado para as 22:40h, segundo informação da atenciosa funcionária em razão de ter sido constatado defeito na aeronave, determinando a sua substituição. Menos mal que o defeito foi detectado antes da decolagem. Devido ao atraso, a Iberia forneceu, já no check-in, vaucher para o jantar, sem esperar que os passageiros reclamassem, em uma atitude civilizada e respeitosa.
Por hoje é isto; o próximo relato espero que seja feito de Madrid, onde terei algum tempo de espera para a última conexão até Pamplona.
Abraços bicigrinos.
Despachei a bike e os alforjes direto para o destino final, Pamplona.
A partida, prevista inicialmente para as 12:47h, terminou saindo as 13:50h; cheguei ao aeroporto do Galeão (oficialmente “Maestro Antônio Carlos Jobim”) as 15:30h.
Fui direto para o Terminal 1 (vôos internacionais), caminhei mais ou menos 1Km dentro do aeroporto, até encontrar o guichê da Iberia, o último do terminal. Mais um fila considerável e, o pior, os guichês estavam completamente vazios, ninguém para dar uma mísera informação.
No zumzumzum dos passageiros fiquei sabendo que os atendentes só apareceriam as 17:00h, o que terminou acontecendo.
A decisão de despachar a bagagem para Pamplona já em Porto Alegre mostrou-se providencial, pois havia um guichê para atendimento dos passageiros “sem bagagem”, com uma fila infinitamente menor que os outros.
O problema é que o vôo, previsto inicialmente para partir as 19:20h, foi reprogramado para as 22:40h, segundo informação da atenciosa funcionária em razão de ter sido constatado defeito na aeronave, determinando a sua substituição. Menos mal que o defeito foi detectado antes da decolagem. Devido ao atraso, a Iberia forneceu, já no check-in, vaucher para o jantar, sem esperar que os passageiros reclamassem, em uma atitude civilizada e respeitosa.
Por hoje é isto; o próximo relato espero que seja feito de Madrid, onde terei algum tempo de espera para a última conexão até Pamplona.
Abraços bicigrinos.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O Trajeto
Uma das principais decisões, depois de definir qual dos vários caminhos percorrer, é planejar por onde começar o Caminho. Inicialmente pensei em partir de Saint Jean Pied du Port, na França, cidadezinha a mais ou menos 24Km de Roncesvalles. Entretanto, quando comecei a pesquisar os meios de transporte existentes para chegar a esta cidade, concluí que seria muito trabalhoso iniciar por la, principalmente considerando o transporte da bicicleta. Assim, terminei decidindo pernoitar em Pamplona, onde devo chegar no fim da tarde do dia 09/05, partindo na manhã do dia 10/05 para Roncesvalles, fazendo um percurso de ida e volta, de aproximadamente 80Km, por entender que iniciar, ou abrir a coleção de sellos na "credencial do peregrino", nesta última cidade se aproximará mais daquilo que inicialmente pretendia.
Está chegando o dia!!!
Foram meses de pesquisa e planejamento, meses sonhando com a viagem, comprando e conferindo os itens necessários para esta que, espero, seja a primeira de muitas pedaladas internacionais. No próximo dia 08 de maio, embarco para a Espanha, onde pretendo percorrer, em bicicleta, o Caminho Francês de Santiago de Compostela, partindo de Roncesvalles e estendendo o percurso até Finisterre, em um total de 957 Km, que pretendo concluir em dez ou onze dias.Planejo fotografar e filmar o Caminho, colocando neste blog, ao final de cada jornada, imagens e um breve relato dos acontecimentos do dia.
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